Pelo menos quatro pessoas foram mortas em ataques israelenses no sul do Líbano nesta quarta-feira, 22 de outubro, conforme relatado pela agência estatal de notícias do Líbano. O Hezbollah afirmou ter lançado um drone de ataque contra forças israelenses, aumentando a pressão sobre um cessar-fogo mediado pelos EUA, que deve expirar no próximo domingo.
Desde o início das hostilidades em 2 de março, mais de 2.400 pessoas foram mortas no Líbano. O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou que Beirute buscará a extensão do cessar-fogo de 10 dias durante as negociações em Washington, que contarão com a participação da embaixadora do Líbano em Washington, Nada Moawad.
Conflito em Escalada
O Hezbollah retoma os ataques em apoio ao Irã, enquanto Israel busca proteger sua fronteira de novos ataques. Um ataque israelense em Tayri resultou na morte de duas pessoas dentro de um carro, e um drone israelense atacou socorristas que tentavam resgatar a jornalista Amal Khalil, ferida sob escombros.
O exército israelense justificou seus ataques alegando que os veículos atingidos representavam uma ameaça imediata, enquanto o Hezbollah denunciou a violação do cessar-fogo por parte de Israel. Em um ataque aéreo na cidade de Yohmor, outras duas pessoas perderam a vida.
Negociações e Reações
A embaixadora Nada Moawad buscará não apenas a extensão do cessar-fogo, mas também o fim das demolições israelenses em vilarejos do sul. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que Israel tomou uma “decisão histórica” de negociar diretamente com o Líbano, embora tenha criticado o país como um “Estado fracassado”.
O líder druso Walid Jumblatt sugeriu que o máximo que o Líbano poderia oferecer seria uma atualização do acordo de armistício de 1949. A situação é tensa, com o Líbano e Israel ainda em estado oficial de guerra desde 1948.
Opinião
A escalada de violência e a complexidade das negociações revelam a fragilidade da paz na região, exigindo esforços diplomáticos urgentes.





