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Irã fecha Estreito de Ormuz e preços de voos disparam; Air Canada suspende rotas

Irã fecha Estreito de Ormuz e preços de voos disparam; Air Canada suspende rotas

O Irã fechou o Estreito de Ormuz há mais de 50 dias, impactando diretamente o fluxo de navios com petróleo do Golfo Pérsico. A interrupção na oferta de combustível gerou preocupações entre turistas e viajantes a trabalho, especialmente com o aumento nos custos das passagens aéreas.

A Agência Internacional de Energia emitiu um alerta sobre a possibilidade de falta de combustível para aviões na Europa em questão de semanas. Isso pode forçar as companhias aéreas a reduzirem significativamente seus voos.

Aumento dos preços e medidas das companhias aéreas

Com a disparada do preço do petróleo, que saltou de cerca de 99 dólares para 209 dólares por barril, muitas companhias aéreas, incluindo United, Delta, Air France-KLM e Cathay Pacific, já começaram a aumentar as taxas de bagagem e a implementar sobretaxas de combustível.

A Air Canada anunciou que suspenderá seus voos para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) de 1 de junho a 25 de outubro como uma medida para reduzir custos com combustível.

Decisão do Irã e bloqueio norte-americano

Em uma decisão recente, o Irã anunciou que fechará o estreito novamente em 18 de outubro, intensificando a incerteza sobre a circulação de navios com petróleo. A insistência do presidente Donald Trump em manter o bloqueio norte-americano aos portos iranianos só agrava a situação.

Analistas apontam que essa incerteza sobre o fornecimento de petróleo está pressionando ainda mais os preços do combustível, afetando os planos das companhias aéreas e de seus clientes.

Opinião

A situação no Estreito de Ormuz é um alerta para o impacto que conflitos geopolíticos podem ter na economia global e na rotina de milhões de viajantes.