O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez uma declaração importante em 17 de abril de 2026, ao afirmar que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode ter um impacto negativo significativo no mercado financeiro e no turismo no Brasil. A declaração foi feita após uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Washington.
Durigan destacou que o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, está pressionando para essa mudança de classificação. No entanto, o governo Lula (PT) já descartou essa possibilidade, temendo que tal medida possa abrir espaço para intervenções de outros países em território brasileiro.
“Não parece devido… Acho que pode ter impacto no mercado financeiro, pode ter impacto no turismo, e isso é ruim”, afirmou Durigan, enfatizando que as facções são perigosas e devem ser enfrentadas com rigor, mas não são terroristas.
Acordo de Cooperação com os EUA
Na mesma ocasião, Durigan mencionou o recente acordo de cooperação entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), que visa combater o crime transnacional. O objetivo do acordo é integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes, além de coibir a entrada de armamento no país.
Pressão e Consequências
A pressão dos EUA para classificar o PCC e o CV como terroristas continua a criar um dilema para o governo brasileiro. A classificação poderia dar aos EUA o poder de bloquear ativos e proibir transações relacionadas a essas facções, o que poderia agravar ainda mais a situação econômica do Brasil.
Opinião
A decisão de não classificar o PCC e o CV como terroristas parece ser uma estratégia do governo Lula para evitar consequências econômicas prejudiciais, mas essa postura pode gerar críticas e questionamentos sobre a eficácia no combate ao crime organizado.





