Política

Professores do Rio exigem 56% de reajuste e paralisam atividades em 9 de maio

Professores do Rio exigem 56% de reajuste e paralisam atividades em 9 de maio

Professores e funcionários administrativos das redes de educação municipal e estadual do Rio de Janeiro realizaram uma paralisação de 24 horas no dia 9 de maio para exigir a recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, Helenita Beserra, informou que a categoria da rede estadual decidiu, em assembleia, retornar a se reunir no dia 5 de maio para discutir a possibilidade de entrar em estado de greve.

Protestos e reivindicações

Após a assembleia, um ato público foi realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A principal reivindicação dos profissionais da educação é a recomposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos, que, segundo cálculos do Sepe em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), totalizam 24,07% desde 2019.

No caso da rede estadual, o índice necessário de reajuste é de cerca de 56% sobre os salários de janeiro de 2026. Já os profissionais da rede municipal definiram uma nova assembleia para o dia 16 de maio, onde também foram discutidas questões como o fim da minutagem, o pagamento do Acordo de Resultados 2024 (14º salário) e o cumprimento do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs).

Compromissos não cumpridos

Além disso, os professores da rede estadual exigem o cumprimento integral do acordo de recomposição de 26,5% firmado com a Alerj em 2021, que previa a reposição parcelada, das quais apenas a primeira foi paga. A Secretaria Estadual de Educação alegou que as aulas ocorreram normalmente durante a paralisação e que respeita o direito de manifestação dos servidores.

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, afirmou que mantém um diálogo constante com o sindicato e realiza reuniões frequentes com representantes da categoria.

Opinião

A situação dos professores no Rio de Janeiro evidencia a necessidade urgente de diálogo e compromisso por parte das autoridades para garantir a valorização do magistério e a qualidade da educação.