Em sua primeira visita a Campo Grande como pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que o ex-governador Reinaldo Azambuja é o único pré-candidato ao Senado pelo PL com vaga assegurada. Flávio destacou que as candidaturas do ex-deputado estadual Capitão Contar e do deputado federal Marcos Pollon, que também são do PL, ainda dependem de pesquisas.
Conflitos e Anotações
Flávio Bolsonaro minimizou a carta escrita por seu pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após cirurgia, onde manifestou apoio à candidatura de Pollon ao Senado. Na carta, Jair não mencionou Azambuja, o que gerou polêmica. “A carta que ele escreveu foi assim porque não sabia do acordo anterior”, declarou Flávio, tentando aliviar a situação.
Recentemente, uma anotação de Flávio indicou que Pollon teria pedido R$ 15 milhões para não se candidatar, enquanto Gianni Nogueira, mulher do deputado Rodolfo Nogueira (PL), teria solicitado R$ 5 milhões para desistir da candidatura. Ambos negaram os pedidos, mas Flávio não desmentiu a autenticidade das anotações.
Possibilidade de Vice
Na mesma visita, Flávio foi questionado sobre a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP) ser sua vice. Ele a considerou um ‘sonho de consumo’, ressaltando que aprecia a ideia, embora não tenha confirmado oficialmente.
Agronegócio e Desafios
Durante a abertura da Expogrande, Flávio buscou alinhar sua candidatura com o agronegócio, um trunfo utilizado por seu pai nas últimas campanhas. Apesar de suas declarações sobre o setor, a safra 2025/2026 é estimada em 353,37 milhões de toneladas de grãos, a maior da história do Brasil. No entanto, os produtores enfrentam desafios como o aumento da taxa de juros e a baixa cotação do dólar, que afetam suas margens de lucro.
Opinião
A disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul promete ser intensa, com Flávio Bolsonaro em posição de destaque, mas ainda cercada de incertezas e negociações.





