Em um ato simbólico e de reconstrução da memória pública, o Ministério da Saúde do Brasil inaugurou, no dia 7 de abril de 2026, o Memorial da Pandemia em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19. O evento ocorreu no Centro Cultural do Ministério da Saúde, localizado no Rio de Janeiro, e marca a reabertura do espaço ao público.
Compromisso com a Memória e a Ciência
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a importância do memorial como um lembrete das consequências do negacionismo e da desinformação durante a pandemia. “Preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro”, afirmou Padilha, destacando que a ciência e a defesa da vida devem ser princípios inegociáveis na saúde pública.
Estrutura do Memorial
O memorial conta com uma instalação digital que exibe os nomes das vítimas, um monumento e uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha. Além disso, um parquinho temático foi desenvolvido para promover a vacinação entre o público infantil. O Ministério da Saúde também homenageou jornalistas que atuaram na cobertura da pandemia.
Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid
Durante a inauguração, foi lançado o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid, elaborado em parceria com a Fiocruz. O guia fornece orientações para o diagnóstico e tratamento das sequelas persistentes da Covid-19 e visa padronizar o cuidado em todos os níveis do SUS.
Exposição Itinerante e Investimentos
Uma exposição itinerante, que utilizará o acervo do portal do Memorial Digital da Pandemia, passará por seis capitais entre maio de 2026 e janeiro de 2027. O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 450 milhões para ações de vacinação e R$ 15 milhões na requalificação do espaço cultural.
Opinião
A criação do Memorial da Pandemia é um passo importante para que a sociedade brasileira não esqueça os erros do passado e valorize a ciência na luta contra futuras crises sanitárias.





