Prefeitos de 10 capitais brasileiras renunciaram recentemente ao cargo para se candidatar ao governo de seus estados nas eleições de 2026. O prazo para desincompatibilização, estipulado pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), terminou no último sábado (4). Esses prefeitos, todos no segundo mandato, foram eleitos em 2020 e reeleitos em 2024, deixando seus cargos com mais de dois anos de mandato pela frente.
Entre os prefeitos que renunciaram, destaca-se Eduardo Paes (PSD), que deixou a prefeitura do Rio de Janeiro em 20 de março para concorrer ao governo do estado. João Campos (PSB) fez o mesmo, renunciando em 2 de abril para tentar o governo de Pernambuco. O primeiro a renunciar foi Dr. Furlan (PSD), que deixou a prefeitura de Macapá em 5 de março após ser afastado pelo STF em uma investigação relacionada a desvio de recursos.
Lista de Prefeitos que Renunciaram
Os prefeitos que tomaram a decisão de renunciar foram:
Arthur Henrique (PL) – Boa Vista (RR) – Governador de Roraima
Cícero Lucena (MDB) – João Pessoa (PB) – Governador da Paraíba
David Almeida (Avante) – Manaus (AM) – Governador do Amazonas
Eduardo Braide (PSD) – São Luís (MA) – Governador do Maranhão
Eduardo Paes (PSD) – Rio de Janeiro (RJ) – Governador do Rio de Janeiro
João Campos (PSB) – Recife (PE) – Governador de Pernambuco
João Henrique Caldas (PSDB) – Maceió (AL) – Governador de Alagoas
Lorenzo Pazolini (Republicanos) – Vitória (ES) – Governador do Espírito Santo
Tião Bocalom (PSDB) – Rio Branco (AC) – Governador do Acre
O caso de Arthur Henrique foi uma decisão de última hora, onde ele deixou a prefeitura para fortalecer a candidatura da aliada Teresa Surita (MDB) ao Senado.
Consequências da Renúncia
Com as renúncias, os vice-prefeitos assumem os cargos até 2028, enquanto os prefeitos buscam novas oportunidades políticas. Essa movimentação reflete a intensa disputa eleitoral que se aproxima e a estratégia de cada um desses líderes em busca de novos desafios.
Opinião
A renúncia de prefeitos para concorrer ao governo estadual demonstra a dinâmica política do Brasil, onde os líderes locais buscam ampliar sua influência e poder em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo.





