Economia

Banco Central ordena auditorias e revela riscos em precatórios do Banco Master

Banco Central ordena auditorias e revela riscos em precatórios do Banco Master

O Banco Central determinou em 2024 a realização de auditorias sobre a carteira de R$ 13 bilhões em precatórios que estavam sob a gestão do Banco Master. Apesar da validação dos números pela KPMG, órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), apontaram a supervalorização e até a inexistência de ativos.

A falta de transparência nas auditorias gera preocupações entre investidores, especialmente considerando que o Banco Master captava recursos sob a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O risco imediato envolve perdas superiores ao limite de R$ 250 mil por CPF, além de um aumento nos custos de crédito para o sistema financeiro como um todo.

Avaliação das Auditorias

O balanço do Banco Master, encerrado em 31 de dezembro de 2024, reportou R$ 8,7 bilhões em precatórios, valor que foi considerado “aceitável” pela KPMG após inspeção documental. No entanto, a supervisão do Banco Central foi escalonada, com ações que incluíram a limitação do crescimento da carteira de precatórios e questionamentos sobre a liquidez dos ativos.

Em 2025, a KPMG deixou de auditar o Banco Master. A empresa alegou que estava impedida de se manifestar sobre casos envolvendo ex-clientes devido a cláusulas de sigilo. O escritório Galdino Advogados também não encontrou irregularidades, mas limitou seu escopo de trabalho aos riscos jurídicos dos créditos.

Críticas e Riscos Jurídicos

Em contrapartida, o TCU e a CGU destacaram a falta de registro público dos ativos, gerando um “risco jurídico severo”. O relatório do TCU criticou a prática do Banco Master de postergar o reconhecimento da iliquidez por meio de engenharias financeiras. A situação levanta questões sobre a segurança dos investimentos e a responsabilidade das instituições envolvidas.

Opinião

A situação do Banco Master e as auditorias do Banco Central revelam a necessidade urgente de maior transparência no setor financeiro, para proteger investidores e garantir a integridade do sistema.