Economia

Oxfam revela que bilionários acumulam US$ 2,5 trilhões em um ano, alarmante!

Oxfam revela que bilionários acumulam US$ 2,5 trilhões em um ano, alarmante!

Pela primeira vez na história, o mundo ultrapassou a marca de 3 mil bilionários, que juntos possuem uma fortuna total de US$ 18,3 trilhões. Esse crescimento é alarmante, com um aumento de 16,2% desde a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2024, até o final de 2025. O ritmo de crescimento da riqueza dos bilionários é três vezes maior do que a média anual dos últimos cinco anos, conforme aponta o relatório da Oxfam, divulgado na véspera do Fórum Econômico Mundial (WEF).

Crescimento assustador e desigualdade crescente

O relatório da Oxfam, intitulado “Resistindo ao Domínio dos Ricos: Protegendo a Liberdade do Poder dos Bilionários”, revela que a fortuna dos bilionários aumentou em US$ 2,5 trilhões em apenas um ano. Essa quantia seria suficiente para erradicar a pobreza extrema no planeta 26 vezes. Enquanto isso, uma em cada quatro pessoas enfrenta algum grau de insegurança alimentar, incluindo fome.

Concentração de riqueza e poder

A concentração de riqueza atinge níveis alarmantes: os 10% mais ricos do mundo detêm 75% da riqueza global, enquanto a metade mais pobre da população possui apenas 2%. No Brasil, 66 bilionários acumulam US$ 253 bilhões, representando a maior fortuna da América Latina. A Oxfam destaca que, no Brasil, 10% mais ricos detêm 70% da riqueza nacional, evidenciando um sistema tributário que favorece os mais ricos.

Influência dos bilionários na política

O relatório também destaca a influência desproporcional dos bilionários na política. Segundo a Oxfam, essas pessoas têm 4 mil vezes mais chances de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns. Uma pesquisa global mostrou que quase metade dos entrevistados acredita que os ricos frequentemente compram eleições. Durante a COP28 da ONU, 34 bilionários participaram como delegados, muitos deles oriundos de setores poluentes.

Propostas para enfrentar a desigualdade

Diante desse cenário, a Oxfam propõe que os governos coloquem a redução da desigualdade econômica no centro de suas agendas. Isso inclui a implementação de planos nacionais com metas claras para redistribuição de renda, fortalecimento de serviços públicos e medidas para elevar salários. A organização defende também a tributação efetiva dos super-ricos e a regulação do lobby para limitar a influência política dos bilionários.

Opinião

A crescente desigualdade e a concentração de riqueza reveladas pelo relatório da Oxfam exigem ações urgentes dos governos para garantir uma sociedade mais justa e igualitária.