O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não compareceu novamente ao depoimento convocado pela CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (31). Essa foi a segunda falta do executivo, que deveria prestar esclarecimentos sobre possíveis falhas na fiscalização de fintechs e bancos, além de sua relação com o escândalo das fraudes financeiras do Banco Master.
A primeira ausência de Campos Neto ocorreu em 3 de março de 2026, quando ele conseguiu um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o desobrigou de comparecer. Diante da nova falta, a CPI aprovou um requerimento de convocação, que obrigará o ex-presidente a prestar esclarecimentos na condição de testemunha.
O senador Alessandro Vieira, relator da CPI, destacou a necessidade de convocar Campos Neto, afirmando que a coleta de informações é fundamental para esclarecer as falhas que permitiram a expansão de organizações criminosas. Vieira mencionou que “nada disso teria acontecido se não tivesse falha das instituições de controle”, ressaltando que até o momento não houve investigação ou acusação formal contra o executivo.
O requerimento de convocação foi apoiado por outros senadores, como Jaques Wagner, que indicou que o depoimento visa coletar informações técnicas e estratégicas para aprimorar a legislação bancária no Brasil. A CPI também aprovou a convocação de outros ex-governadores e a quebra de sigilos de envolvidos no caso.
Opinião
A convocação de Roberto Campos Neto é um passo importante para a transparência nas investigações sobre o Banco Master e suas implicações no sistema financeiro brasileiro.





