O relator da CPI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitou que a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, seja investigada pela Polícia Federal devido a controvérsias relacionadas ao leilão da folha de pagamento de benefícios do INSS.
No relatório final, apresentado na última sexta-feira (27), Gaspar argumenta que a “incipiência da investigação” e a interrupção da CPMI, após a decisão do STF que barrou a prorrogação das investigações, justificam a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre a empresária.
Acusações e Crimes
O relator acusou Leila Pereira de ter cometido cinco crimes, incluindo: falsidade ideológica, estelionato eletrônico, gestão fraudulenta e crimes contra a economia popular. Essas acusações surgem em meio a um cenário de irregularidades e denúncias contra a Crefisa.
Leilão e Contrato Bilionário
Em abril de 2025, a Crefisa venceu 25 dos 26 lotes do leilão para a administração da folha de pagamento do INSS, com um contrato que superou R$ 12 bilhões. Este valor é maior do que os contratos firmados com grandes bancos de varejo, o que intensificou as suspeitas sobre a atuação da empresa.
O relator destacou que a base de contratos da Crefisa junto ao INSS cresceu de 2.921 contratos em 2020 para 2.155.946 em 2023, aumentando o potencial de práticas irregulares.
Decisão do STF
Leila Pereira foi convocada a depor na CPI, mas conseguiu evitar o depoimento graças a um Habeas Corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes.
Opinião
A solicitação de investigação levanta questões sérias sobre a transparência e a ética nos contratos públicos, especialmente em um setor tão crítico quanto o previdenciário.





