O secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá, se reuniu no dia 25/03 com representantes de sindicatos de mineração da região Sul para discutir os avanços do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina. Este plano é um marco histórico, pois o estado é o primeiro no Brasil a implementar uma lei voltada para a transição energética.
Durante a reunião, os representantes buscaram informações sobre o andamento do estudo técnico realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que visa descarbonizar a matriz energética estadual. Um dos principais pontos discutidos foi a preocupação com os impactos dessa transição nos empregos diretos e indiretos ligados à mineração, uma atividade fundamental para a economia do Sul catarinense.
Investimentos e Oportunidades
O Governo do Estado investiu R$ 3,5 milhões no plano, que busca garantir que a transição para uma economia de baixo carbono ocorra de forma planejada e responsável. O objetivo é assegurar a manutenção de renda, a qualificação profissional e a criação de novas oportunidades de trabalho para os trabalhadores afetados.
O diálogo reforçou a importância da participação ativa dos sindicatos, como o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região (SINERGIA/SC) e a Federação Interestadual dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Carvão dos Estados do Paraná, no processo de elaboração do plano. O secretário adjunto da pasta, Guilherme Dallacosta, destacou que o plano está sendo conduzido de forma participativa, com diálogos abertos e transparentes.
Desafios e Compromissos
A pesquisa da FGV tem como foco diagnosticar o perfil atual da matriz energética de Santa Catarina, identificar desafios e propor alternativas para a redução das emissões de carbono. Além disso, o estudo avaliará oportunidades de desenvolvimento regional com base em soluções energéticas sustentáveis, garantindo que as áreas mineradoras sejam protagonistas nesse novo ciclo de desenvolvimento.
Opinião
A transição energética é um desafio complexo, mas essencial para o futuro de Santa Catarina. O compromisso do governo em ouvir as demandas dos trabalhadores é um passo importante para garantir uma mudança justa e inclusiva.





