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Leniel Borel clama por justiça enquanto julgamento de Monique e Jairinho começa

Leniel Borel clama por justiça enquanto julgamento de Monique e Jairinho começa

Começa nesta terça-feira, 23 de outubro, o julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, mãe e padrasto de Henry Borel, respectivamente. Eles são acusados da morte da criança, que ocorreu em 2021, quando Henry tinha apenas 4 anos. O julgamento ocorrerá no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro.

Ao chegar ao Fórum de Justiça, Leniel Borel, pai de Henry, expressou sua angústia após cinco anos de luto e espera por justiça. Ele afirmou que a condenação dos réus é o mínimo que se pode esperar. “A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros. Três pessoas entraram vivas no apartamento. Depois, uma criança saiu morta. O que aconteceu com o meu filho naquele apartamento?” questionou Leniel.

Henry Borel foi encontrado morto no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) revelou que a criança sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas por Dr. Jairinho, enquanto Monique tinha conhecimento das agressões.

Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Dr. Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão de socorro. O advogado assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, afirmou que as provas são irrefutáveis e que não há dúvida de que Jairinho torturou Henry.

Por outro lado, o advogado de Jairinho, Fabiano Lopes, defendeu que houve manipulação dos laudos no IML, envolvendo peritos e policiais.

Opinião

A dor de Leniel Borel é um lembrete da importância da justiça e da proteção das crianças em situações vulneráveis.