O Brasil apresenta alguns dos melhores indicadores econômicos em mais de uma década, com desemprego em 5,4% e inflação controlada. No entanto, a insatisfação da população é evidente, conforme aponta a pesquisa do Datafolha divulgada em 11 de março. Essa contradição entre números positivos e a percepção negativa da população pode influenciar significativamente o resultado das eleições de 2026.
De acordo com a pesquisa da Quaest, 43% dos entrevistados temem a continuidade do governo Lula, enquanto 42% temem o retorno da família Bolsonaro. A percepção de que a economia piorou nos últimos 12 meses atinge 48%, o maior percentual em seis meses. Essa dicotomia entre os indicadores econômicos e a satisfação popular foi discutida por Christino Áureo, ex-deputado federal, durante o SmartSummit 2026.
Desafios para Lula e Flávio Bolsonaro
Ambos os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro, enfrentam o desafio de apresentar uma imagem de moderação. A pesquisa revela que 48% dos brasileiros não veem Flávio como mais moderado que outros integrantes de sua família. Para Flávio, desconstruir essa imagem será essencial para conquistar o voto dos indecisos, enquanto Lula enfrenta uma desaprovação de 51% em seu governo.
Terceira via e polarização
Apesar de tentativas de candidatos de centro ganharem força, como sugerido por Gilberto Kassab, presidente do PSD, a pesquisa mostra que a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro persiste. No segundo turno, ambos empatam com 41%, e a rejeição é alta, com 56% não votando em Lula e 55% rejeitando Flávio.
Opinião
A insatisfação popular em relação à economia e à política pode abrir espaço para novas alternativas, mas a polarização ainda domina o cenário eleitoral.





