O Banco do Brasil (BB) afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não está realizando quaisquer estudos para a federalização do Banco de Brasília (BRB). A resposta ao pedido de informações do ministro Bruno Dantas foi protocolada no dia 12 de março de 2026. Além do BB, outras instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também foram questionadas, mas ainda não se manifestaram.
O pedido de fiscalização, feito pelo Ministério Público junto ao TCU, surgiu a partir de declarações do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e do presidente do Conselho de Administração da Caixa, Marcus Aucélio. O ministro Dantas destacou que, embora as declarações e notícias não sejam indícios suficientes de irregularidade, a magnitude dos valores mencionados, como a necessidade de capital de aproximadamente R$ 6 bilhões e a exposição a ativos sem lastro superior a R$ 12 bilhões, justificam a investigação.
O BRB está enfrentando sérias dificuldades financeiras, especialmente devido ao seu envolvimento com o Banco Master. Para tentar socorrer a instituição, o governo do Distrito Federal obteve autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal para incluir imóveis em fundos de investimento e contrair um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Apesar da situação crítica, o TCU reconheceu que não possui jurisdição sobre o BRB, mas alertou que uma possível federalização poderia ter impactos significativos nas finanças públicas federais.
Opinião
A situação do BRB é alarmante e exige atenção imediata das autoridades, pois a federalização pode representar uma transferência de responsabilidades financeiras ao contribuinte.






