O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, em 13 de outubro, a revogação do visto do assessor do ex-presidente Donald Trump, Darren Beattie. Beattie, que planejava visitar o Brasil na próxima semana, teve sua entrada negada devido à omissão de informações relevantes durante a solicitação do visto em Washington.
Durante uma agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Beattie só poderá entrar no Brasil após a liberação dos vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estão bloqueados nos Estados Unidos. Lula enfatizou: “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde.”
Decisão do STF
No dia anterior, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido de Jair Bolsonaro para receber a visita de Beattie. Moraes argumentou que a visita não foi comunicada à diplomacia brasileira e não faz parte da agenda oficial a ser cumprida no Brasil, configurando, assim, uma possível ingerência em assuntos internos do país.
Reações e Implicações
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, alertou que a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente em ano eleitoral poderia ser considerada uma indevida ingerência nos assuntos internos do Brasil. O pedido de Bolsonaro para a visita foi feito em 10 de outubro, com a intenção de que Beattie visitasse na próxima segunda-feira (16) ou na terça-feira (17).
Opinião
A revogação do visto de Beattie e as declarações de Lula revelam um cenário de tensões diplomáticas que podem impactar as relações entre Brasil e Estados Unidos.






