O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), manifestou sua crítica em relação à prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), ocorrida no dia 11 de outubro. A prisão foi motivada por suspeitas de que Salvino teria negociado com líderes do Comando Vermelho para realizar campanhas eleitorais em áreas dominadas pela facção.
Salvino, que já ocupou o cargo de secretário da Juventude na prefeitura de Paes, teve sua prisão marcada por acusações graves. Ele é apontado como ligado ao traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, em um esquema que visava articular benefícios à facção sob a fachada de ações voltadas à população local.
Críticas de Paes e Reação de Castro
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Paes, que inicialmente evitou comentar o assunto durante o dia, afirmou que, caso as denúncias contra Salvino se confirmem, ele será o “primeiro a cobrar punição”. O prefeito destacou a diferença entre ele e o governador Cláudio Castro (PL), afirmando: “Eu não sou conivente com nenhum tipo de legalidade”.
Por sua vez, o governador Castro utilizou suas redes sociais para se manifestar, chamando Salvino de “braço direito do Comando Vermelho na prefeitura”. Ele anunciou a prisão como uma ação da Polícia Civil, que investiga o vereador por suas ligações com a facção criminosa.
Infiltração do Crime na Política
Paes também aproveitou a ocasião para criticar o governo de Castro, mencionando a infiltração do crime organizado na política. Ele listou casos de secretários da gestão atual que foram presos por envolvimento com o crime, questionando a omissão do governador diante dessas situações. “Governador é omisso e conivente com aliados que se envolvem com o crime”, disse Paes.
Salvino Oliveira, por sua vez, nega as acusações e afirma que está sendo alvo de uma “briga política que não é sua”. A prisão do vereador gerou reações e foi utilizada como munição por aliados de Castro para atacar Paes, que promete cobrar responsabilidade se as denúncias se confirmarem.
Opinião
A situação entre Eduardo Paes e Cláudio Castro revela um cenário tenso na política do Rio, onde as acusações de corrupção e envolvimento com o crime organizado continuam a desafiar a confiança pública nas instituições.






