A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou em entrevista à Voz do Brasil as ações do Governo do Brasil para incentivar a permanência de mulheres na ciência. Apesar de a maioria feminina na iniciação científica ser de 64%, a participação cai drasticamente para 35% ao longo da carreira, um fenômeno conhecido como ‘efeito tesoura’.
Ações do Governo para Mulheres na Ciência
Nos últimos três anos, o governo implementou diversas iniciativas para aumentar a presença feminina nas áreas científicas. A política de empoderamento, anunciada em março de 2026, visa consolidar a equidade de gênero, raça e diversidade nas políticas públicas. Luciana Santos mencionou que ações como editais com participação feminina e mudanças nas regras do CNPq são fundamentais para garantir a permanência das mulheres na carreira científica.
Programa Futuras Cientistas
Um dos destaques é o programa Futuras Cientistas, criado em 2012. Este programa tem como objetivo incentivar meninas do ensino médio a seguir carreiras nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2022, o programa alcançou todas as unidades federativas do Brasil, e 80% das participantes escolheram cursos nessas áreas. Luciana Santos ressaltou que o programa é um exemplo de sucesso, com 80% das meninas aprovadas no Enem.
Investimentos em Ciência e Tecnologia
O investimento em ciência e tecnologia no Brasil chegou a quase R$ 50 bilhões em três anos, refletindo o compromisso do governo com a pesquisa e inovação. A ministra enfatizou a importância de garantir condições adequadas para a permanência das mulheres na ciência, especialmente após a maternidade, que é um dos fatores que contribuem para o efeito tesoura.
Opinião
A luta pela equidade de gênero na ciência é essencial para garantir que todas as vozes sejam ouvidas e que a diversidade contribua para a qualidade da produção científica no Brasil.






