O mercado acionário de Nova York encerrou a quarta-feira (11) com desempenhos divergentes, refletindo a pressão nos preços das commodities energéticas e a tensão militar no Oriente Médio. O índice Dow Jones registrou uma queda de 0,61%, fechando aos 47.417,27 pontos.
O S&P 500 apresentou uma variação negativa marginal de 0,08%, aos 6.775,80 pontos, enquanto o Nasdaq conseguiu uma leve alta de 0,08%, encerrando aos 22.716,14 pontos, sustentado pelo setor de tecnologia.
Petróleo sobe apesar de liberação de reservas
O preço do barril de petróleo voltou a subir com força, ignorando o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas — a maior operação desse tipo na história. O mercado demonstrou ceticismo quanto à eficácia da medida para suprir a falta de derivados refinados, como combustível de aviação, que dependem da passagem pelo Estreito de Ormuz.
O petróleo WTI avançou mais de 4%, sendo negociado próximo a US$ 87 (cerca de R$ 487, na cotação atual), enquanto o Brent subiu para o patamar de US$ 92 (R$ 515). A alta foi alimentada por novos relatos de que três navios de carga foram atingidos por projéteis na costa do Irã, agravando o risco logístico na região.
Inflação e destaques corporativos
No campo macroeconômico, o CPI de fevereiro registrou uma alta de 2,4% na comparação anual, exatamente o que os economistas previam. Embora o dado traga um alívio momentâneo sobre a trajetória dos preços, o temor de que o conflito prolongado mantenha os custos de energia elevados no médio prazo continua a pressionar as projeções de lucros das empresas.
No setor corporativo, as ações da Oracle foram o grande destaque positivo, saltando 9%. A companhia superou as expectativas de receita e lucro no terceiro trimestre fiscal e elevou suas previsões de faturamento para 2027, oferecendo um suporte essencial para que o índice Nasdaq evitasse fechar no terreno negativo.
Opinião
A volatilidade nos índices de Wall Street reflete a complexidade do cenário econômico global, onde fatores geopolíticos e de mercado se entrelaçam, exigindo cautela dos investidores.






