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DHL revela que participação da China nas importações dos EUA despenca para 9%

DHL revela que participação da China nas importações dos EUA despenca para 9%

A DHL divulgou um relatório que revela uma queda significativa na participação da China nas importações dos Estados Unidos. Em 2025, a participação dos produtos chineses caiu para 9%, o nível mais baixo em mais de duas décadas. Essa queda representa uma diminuição em relação aos 13% registrados em 2024 e menos da metade do pico de 22% alcançado em 2017.

Dados alarmantes sobre o comércio

Os dados, que se baseiam nos três primeiros trimestres de 2025, indicam que a participação da China nas importações dos Estados Unidos está até mesmo abaixo do nível registrado quando o país ingressou na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001. Apesar da redução no comércio direto, o relatório também aponta que a dependência americana de produtos chineses por meio do comércio indireto permanece alta.

Comércio global em ascensão

O comércio global, por sua vez, cresceu mais rapidamente em 2025 do que em qualquer outro ano desde 2017, excluindo o período volátil da pandemia de covid-19. Isso se deve, em parte, ao movimento dos compradores americanos que correram para importar mercadorias antes dos aumentos de tarifas.

Crescimento da inteligência artificial

Outro ponto destacado no relatório é o crescimento do comércio de bens relacionados à inteligência artificial, que subiu 42% em 2025. A corrida para construir infraestrutura de inteligência artificial em todo o mundo está impulsionando esse crescimento, com destaque para o comércio entre Cingapura e Taiwan.

Investimentos da DHL no Oriente Médio

Além disso, a DHL anunciou um investimento de mais de 500 milhões de euros no Oriente Médio, focando em mercados em expansão como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O CEO da DHL Express, John Pearson, comentou sobre a situação do comércio na região, afirmando que a empresa está se preparando para um possível conflito prolongado.

Opinião

A queda na participação da China nas importações dos Estados Unidos reflete não apenas mudanças nas políticas comerciais, mas também a dinâmica global em constante evolução, que exige atenção e adaptação por parte das empresas.