Economia

Fernando Haddad minimiza impacto da guerra no Irã e gera polêmica econômica

Fernando Haddad minimiza impacto da guerra no Irã e gera polêmica econômica

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o impacto econômico da guerra no Irã durante uma entrevista concedida em 02/03/2026, antes de sua aula magna na Universidade de São Paulo (USP). Ele classificou a tensão no Oriente Médio como uma ‘turbulência de curto prazo’ que não deve afetar as variáveis econômicas do Brasil.

Haddad destacou que o Brasil está ‘em um momento bom de atração de investimento’ e expressou a expectativa do governo por uma resolução pacífica do conflito. O ministro rejeitou a ideia de que o país poderia obter vantagem com a alta do petróleo resultante do fechamento do Estreito de Ormuz, que é responsável pelo escoamento de cerca de 30% do petróleo mundial.

Produção de Petróleo e Responsabilidade Global

O Brasil produz cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia, ocupando a posição de 6º a 8º maior produtor mundial e sendo responsável por aproximadamente 5% da produção global. Apesar disso, Haddad afirmou que o país não está contando com a alta do petróleo para tirar vantagem, enfatizando que o Brasil espera um mundo de paz e tranquilidade.

Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o Itamaraty expressou ‘grave preocupação’ com os ataques, ressaltando que ocorrem em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.

Expectativas e Cautela

Embora tenha minimizado os impactos, Haddad alertou sobre a necessidade de atenção à conjuntura atual. Ele mencionou que o governo está preparado para uma possível piora do ambiente econômico, dada a dificuldade em prever os desdobramentos do conflito.

A declaração de Haddad ocorre em um momento em que a pré-campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) critica a postura do governo, afirmando que o Brasil se coloca ‘ao lado errado de um conflito grave’.

Opinião

A posição de Haddad reflete uma tentativa de estabilizar a economia brasileira em meio a incertezas globais, mas a realidade da guerra no Irã continua a gerar preocupações significativas no cenário internacional.