O aumento das incertezas provocadas pelo conflito entre EUA e Israel contra o Irã deve levar o mercado financeiro a buscar ativos considerados seguros, como dólar e ouro. Entretanto, a análise de Fernando Fontoura, sócio-fundador da Persevera Asset Management, sugere que o Brasil pode ser beneficiado por ser visto como um “trade de commodities”.
Fontoura explica que, embora a expectativa inicial seja de um movimento favorável para ativos tradicionais, como o ouro e o dólar, não se pode descartar a possibilidade de um ‘inflow’ para o Brasil. “O petróleo deve ter uma apreciação e isso acaba contribuindo para o trade de commodities”, afirma.
Expectativas do Mercado
O gestor ressalta que, mesmo com o aumento da aversão ao risco, o real e a bolsa brasileira podem receber fluxos positivos devido ao viés de commodities. Ele pondera, no entanto, que a situação é incerta: “É difícil dizer se o que vai falar mais alto é o tradicional ‘risk-off’, em que o real sofreria, ou se esse elemento de commodities vai acabar tendo um efeito contrário e vai balancear [e favorecer o real].”
Conflito e Reações
Fontoura observa que o mercado estava monitorando o conflito, mas os ataques não estavam precificados. As correções nas bolsas americanas foram, segundo ele, mais relacionadas a questionamentos sobre a Inteligência Artificial do que aos embates entre EUA e Irã. “Dessa vez, não parece ser um evento isolado”, alerta. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, insinuou que Israel e os EUA mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
O executivo acredita que a situação agora é mais séria e que a sinalização de um eventual acordo com o Irã parece ter se encerrado, indicando um conflito mais intenso à frente. Fontoura afirma que vai aguardar antes de fazer mudanças na carteira de investimentos, monitorando os desenvolvimentos e reações do mercado.
Opinião
O cenário atual exige cautela e vigilância, pois as tensões geopolíticas podem impactar significativamente os mercados globais e locais.






