O Banco Central (BC) apresentou dados alarmantes sobre o crescimento das fraudes financeiras em 2025, com um total de 39 casos reportados, um aumento significativo em relação aos nove casos do ano anterior, resultando em um crescimento de mais de quatro vezes.
Durante o evento “Prevenção a fraudes e cibersegurança”, o chefe do Departamento de Gestão Estratégica e Supervisão Especializada do BC, Aristides Cavalcante Neto, destacou que em 2026 já foram contabilizados nove incidentes críticos relacionados a fraudes. O número total de incidentes críticos reportados ao BC também cresceu, passando de 59 em 2024 para 76 em 2025.
Crescimento das fraudes e medidas de segurança
De acordo com Aristides, cerca de 65% dos casos de fraudes ocorreram no segundo semestre de 2025. Entre os incidentes, destacam-se invasões aos sistemas de empresas de tecnologia da informação, como C&M Software e Sinqia. Os criminosos utilizaram métodos sofisticados, como aliciamento de funcionários e interceptação de mensagens, para acessar informações sensíveis.
O Banco Central tem implementado medidas de segurança, incluindo um limite de R$ 15 mil para transações via TED e Pix, além de novas regras de cibersegurança que entrarão em vigor a partir de 1º de março. Essas regras exigem a realização de testes de intrusão anuais por profissionais independentes.
Desafios e complexidade dos ataques
Os dados apresentados revelam a complexidade dos ataques, que vão além de simples fraudes. Aristides comparou a sofisticação dos criminosos à trama da série La Casa de Papel, enfatizando que os atacantes possuem conhecimento profundo da operação do sistema financeiro. Eles utilizam engenharia social, phishing e malware para roubar credenciais e acessar sistemas críticos.
O monitoramento das operações também é um ponto de preocupação, já que em um dos episódios, o BC enviou mais de 40 alertas a uma instituição durante um ataque, mas a resposta veio apenas horas depois.
Opinião
A escalada de fraudes no sistema financeiro exige uma resposta imediata e eficaz, tanto das instituições quanto do regulador, para garantir a segurança dos usuários e a integridade do sistema.
