A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 8,641 trilhões em janeiro, marcando uma alta de 0,07% em relação a dezembro, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Este é um novo marco, uma vez que a DPF superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões em agosto de 2022.
De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou crescimento, subindo para R$ 8,33 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu para R$ 310,59 bilhões, uma redução de 4,75% em relação ao mês anterior.
Desempenho da Dívida em Janeiro
O colchão da dívida pública, que serve como reserva financeira em momentos de turbulência, caiu para R$ 1,085 trilhão, o menor nível desde março do ano passado. A expectativa é que, nos próximos 12 meses, o vencimento de títulos federais atinja R$ 1,424 trilhão.
Em janeiro, o Tesouro emitiu R$ 145,87 bilhões em títulos da DPMFi, mas os resgates foram superiores, totalizando R$ 212,89 bilhões, devido ao vencimento de papéis prefixados, que são comuns no início de cada trimestre.
Composição da Dívida Pública
A composição da DPF variou de dezembro para janeiro, com títulos vinculados à Selic aumentando de 48,25% para 49,42%. Os títulos corrigidos pela inflação também subiram de 25,93% para 26,35%, enquanto os títulos prefixados caíram de 22,05% para 20,65%.
O prazo médio da DPF oscilou de 4 para 4,03 anos, indicando a confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos. As instituições financeiras detêm 31,92% do estoque da dívida, seguidas por fundos de pensão e de investimento.
Opinião
A situação da Dívida Pública Federal reflete as complexidades da economia brasileira e a necessidade de um gerenciamento eficaz para evitar pressões futuras sobre o orçamento público.
