Os baixos índices criminais e as estratégias de sucesso que garantem a Santa Catarina como o estado mais seguro do Brasil foram compartilhados durante o seminário “Segurança Estratégica na América Latina: Crime Transfronteiriço e a Contribuição de Ambientes Seguros”, realizado em San Salvador, El Salvador, entre os dias 19 e 22 de fevereiro. O evento, organizado pela Procuradoria-Geral da República salvadorenha, contou com a participação de representantes de oito países latino-americanos.
O seminário teve como objetivo conhecer o modelo de segurança pública estratégica adotado em El Salvador, que, a partir de 2022, reduziu sua taxa de homicídios para 1,3 por 100 mil habitantes em 2025. O coronel Flávio Graff, secretário da Segurança Pública, destacou a realidade de Santa Catarina, que possui uma taxa de homicídios de 5,2 por 100 mil habitantes, a menor do país, e uma média de 80% na identificação da autoria desses crimes.
Resultados e Estratégias de Santa Catarina
Graff ressaltou que, nos últimos três anos, as facções criminosas em Santa Catarina foram descapitalizadas em mais de R$ 4,5 bilhões. O Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) foi apresentado como um diferencial, reunindo bases estaduais de identificação civil e criminal e sistemas de videomonitoramento, garantindo a interoperabilidade das bases de dados da segurança pública.
O modelo de segurança de Santa Catarina foi elogiado por Graff, que parabenizou os salvadorenhos pelo sucesso em transformar um dos lugares mais violentos do mundo em um território seguro. “Estamos diante de um caso realmente impressionante de transformação de um país. O Estado de Santa Catarina, em nome do nosso governador Jorginho Mello, parabeniza os salvadorenhos pelo sucesso”, afirmou.
O Caso de El Salvador
El Salvador, que enfrentou uma taxa superior a 100 homicídios por 100 mil habitantes, hoje é considerado o país mais seguro do continente americano, com mais de 600 dias sem homicídios. O vice-presidente Félix Augusto Antonio Ulloa Garay destacou que essa transformação foi resultado de uma visão integral de segurança, articulada a partir do Estado, sob a liderança do presidente Nayib Bukele.
Opinião
A troca de experiências entre os países latino-americanos pode ser fundamental para o fortalecimento das políticas de segurança pública e a construção de sociedades mais seguras.
