Política

Desembargador Divoncir Maran é aposentado por corrupção em caso de megatraficante

Desembargador Divoncir Maran é aposentado por corrupção em caso de megatraficante

A corrupção no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul ganha novos contornos com a recente decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que aposentou compulsoriamente o desembargador Divoncir Schreiner Maran no último dia 10 de fevereiro de 2024. O magistrado foi punido por ter concedido a liberdade ao megatraficante Gerson Palermo, que, mesmo condenado a 126 anos de prisão, foi solto em 21 de abril de 2020, durante o início da pandemia de Covid-19.

O caso veio à tona após troca de mensagens entre servidores do Judiciário, que sugeriram que Maran teria recebido cerca de R$ 2 milhões para liberar Palermo. O assessor do desembargador, Fernando Carlana, foi um dos que mencionaram a quantia em uma conversa com Gabriela Soares Moraes, servidora envolvida na soltura do traficante. A movimentação financeira do filho de Maran, que totalizou R$ 1.074.532,05 entre junho de 2021 e março de 2022, também chamou a atenção da Polícia Federal.

Operação da Polícia Federal e as Consequências

Em fevereiro de 2024, a Polícia Federal realizou uma operação contra Divoncir Maran, que resultou em seu afastamento do cargo. O CNJ, após investigar o caso, concluiu que o desembargador havia agido de forma irregular ao liberar Palermo, que já havia rompido a tornozeleira eletrônica e fugido. O juiz Rodrigo Pedrini Marcos havia denunciado Maran ao CNJ, mas apenas agora as investigações culminaram em sua aposentadoria.

Envolvimento da Família e Lavagem de Dinheiro

Além de Maran, sua esposa, Viviane Alves Gomes de Paula, também foi implicada nas investigações. Ela teria orientado assessores sobre como proceder em processos judiciais e estava envolvida na lavagem de dinheiro, com pagamentos em espécie para a construção de um imóvel da família. A Polícia Federal identificou que esses pagamentos eram parte de um esquema de ocultação de origem de recursos.

Opinião

A situação envolvendo o desembargador Divoncir Maran expõe a fragilidade do sistema judiciário e a necessidade urgente de reformas para combater a corrupção e garantir a justiça.