Com as eleições presidenciais em 2026 se aproximando, a segurança pública se torna uma das principais pautas de disputa entre os pré-candidatos da direita. A pesquisa Datafolha, realizada com 2.004 eleitores entre 12 e 13 de maio, revela que 16% dos entrevistados apontam a segurança como o maior problema do governo Lula, superando questões como saúde e economia.
Empate técnico nas intenções de voto
Atualmente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula soma 47%, configurando um empate técnico, segundo pesquisa da Nexus/BTG Pactual. O cenário se torna ainda mais tenso com a aproximação da votação e a exploração da pauta de segurança pelos pré-candidatos.
Propostas de segurança em destaque
Flávio Bolsonaro busca acelerar a apresentação de suas propostas na área de segurança pública, defendendo a redução da maioridade penal e o endurecimento da legislação criminal. A proposta de reduzir a maioridade penal para 16 anos está sendo discutida na CCJ da Câmara, refletindo o apelo entre eleitores conservadores.
Críticas ao governo Lula
Durante a Marcha dos Prefeitos, Flávio criticou o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê R$ 11 bilhões em investimentos. Ele argumentou que o governo do PT tenta transferir para os estados a responsabilidade pelo combate ao crime. Outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, também intensificaram suas críticas e propostas em torno da segurança pública.
Reação do governo e especialistas
O programa de Lula, apesar de seu valor financeiro, é visto por especialistas como uma tentativa de construção de narrativa, sem impacto imediato na segurança cotidiana. O advogado Arcênio Rodrigues e o delegado André Santos Pereira alertam que as medidas podem levar tempo para mostrar resultados, enquanto a insegurança persiste nas ruas.
Opinião
A segurança pública se tornou um tema crucial nas eleições de 2026, e a forma como os candidatos abordam essa questão pode definir o futuro político do Brasil. A pressão sobre o governo Lula aumenta, enquanto a oposição se mobiliza em torno de propostas que prometem soluções rápidas.





