Eleições

Deputado Filipe Barros aciona TSE contra desfile em homenagem a Lula no Carnaval

Deputado Filipe Barros aciona TSE contra desfile em homenagem a Lula no Carnaval

O deputado Filipe Barros (PL-PR) anunciou que irá protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro na noite de 15 de fevereiro de 2026.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Barros classificou a apresentação da escola, cujo samba-enredo celebrou a trajetória do petista, como uma “pré-campanha” eleitoral e um crime eleitoral. Ele argumentou que o TSE deveria analisar o caso com o mesmo rigor aplicado em decisões recentes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado expressou sua indignação e prometeu apresentar a medida já na manhã de 16 de fevereiro de 2026. Ele levantou suspeitas sobre o uso de recursos públicos, mencionando alegações de que a escola teria recebido apoio via Lei Rouanet e que a primeira-dama Janja teria procurado empresários para financiar o desfile.

A Acadêmicos de Niterói, fundada em 2018, estreou no Grupo Especial do carnaval carioca com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o que gerou tanto críticas quanto celebrações em um dos principais palcos culturais do país.

Oposição e Tentativas de Impedimento

A tentativa de impedir o desfile ocorreu após o TSE ter rejeitado liminares para proibir a apresentação na Sapucaí. Na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, o tribunal negou, por unanimidade, um pedido apresentado pelo partido Novo e pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP).

A relatora, ministra Estella Aranha, indicada por Lula, afirmou que não cabe censura prévia e que eventuais irregularidades devem ser analisadas em momento oportuno. O Tribunal de Contas da União também recebeu uma representação do Novo para tentar barrar um repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola de samba, mas o relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, decidiu negar o pedido de suspensão.

Além disso, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o deputado Kim Kataguiri moveram ações contra o presidente por causa do enredo da agremiação, que foram rejeitadas pela Justiça Federal. Em meio a essa disputa, o presidente da escola, Wallace Palhares, foi exonerado de seu cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aumentando a repercussão política em torno do desfile.

Opinião

A polêmica em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói e a ação do deputado Filipe Barros refletem a intensa polarização política do Brasil, onde manifestações culturais se entrelaçam com disputas eleitorais.