O ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF) e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) é um dos pré-candidatos ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. Dallagnol, que perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados em 2023 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está em alta nas intenções de voto.
O TSE considerou que Dallagnol pediu exoneração do cargo para evitar investigações internas sobre sua conduta profissional. Especialistas em direito eleitoral alertam que, caso Dallagnol confirme sua candidatura, ele pode enfrentar um novo processo para validação de seu nome nas urnas, já que opositores podem trazer à tona sua saída do MPF.
Intenções de voto e cenário eleitoral
De acordo com a pesquisa Neokemp, Dallagnol lidera a intenção de voto para o Senado, com 54% da preferência dos eleitores paranaenses, seguido por Cristina Graeml (35,6%) e Filipe Barros (26,5%). As eleições para o Senado ocorrerão em outubro de 2026, e Dallagnol já foi o deputado federal mais votado no Paraná em 2022.
Histórico de candidaturas e decisões judiciais
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido sua candidatura em 2022, mas o TSE divergiu, resultando na perda do mandato em maio de 2023. O processo contra Dallagnol, movido pela Federação Brasil da Esperança, alegava que ele teria infringido a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração enquanto respondia a investigações.
Reações e apoio político
O presidente estadual do Novo, Lucas Santos, defendeu Dallagnol, afirmando que ele tem “tranquilidade jurídica” para disputar as eleições de 2026. Santos classificou a cassação do mandato como um episódio de insegurança jurídica, argumentando que Dallagnol foi eleito com mais de 345 mil votos e teve sua candidatura aprovada por unanimidade pelo TRE-PR.
Opinião
A trajetória de Deltan Dallagnol reflete a polarização política atual e os desafios enfrentados por candidatos que se destacam no combate à corrupção.





