Economia

Camex eleva imposto de importação do aço e realinha tarifas de bens essenciais

Camex eleva imposto de importação do aço e realinha tarifas de bens essenciais

A Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou nesta quarta-feira (28) a elevação do Imposto de Importação para nove NCMs (Nomenclaturas Comuns do Mercosul) do aço. As novas alíquotas, que passaram de 10,8% e 12,6% para 25%, terão validade por 12 meses.

Realinhamento das tarifas

Além do aumento no imposto sobre o aço, a Camex também aprovou um realinhamento das alíquotas do Imposto de Importação para bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT). Segundo as novas regras, NCMs com alíquota inferior a 7,2% passarão a ter essa mesma alíquota, enquanto aquelas entre 7,2% e 12,6% serão ajustadas para 12,6%. Produtos que atualmente têm alíquota entre 12,6% e 20% passarão a ser tarifados em 20%.

Prazo e enquadramento

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que as mudanças nas alíquotas entram em vigor em 1º de março. Para itens que não possuem produção nacional, os importadores poderão solicitar o enquadramento no regime de ex-tarifário, que pode reduzir ou zerar a alíquota de importação. O prazo para solicitar esse enquadramento é até a data de entrada em vigor das novas alíquotas.

Direito antidumping e isenções

A Camex também decidiu aplicar um direito antidumping definitivo, com vigência de cinco anos, às importações de aços pré-pintados provenientes da China e da Índia. Por outro lado, a alíquota foi zerada para diversos produtos, incluindo insumos essenciais para as indústrias química, têxtil e agropecuária, além de um medicamento utilizado no tratamento da depressão.

Opinião

As mudanças nas alíquotas de importação refletem uma estratégia do governo para fortalecer a indústria nacional, mas podem gerar impactos significativos nos preços para o consumidor final.