O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu início, neste sábado (17), ao processo de ressarcimento dos credores da liquidação do Banco Master, que ocorreu em 18 de novembro de 2025. O montante total a ser ressarcido é de R$ 40,6 bilhões, beneficiando cerca de 800 mil pessoas.
Pessoas físicas podem iniciar o processo de ressarcimento pelo aplicativo do FGC, disponível desde as 9h30 da manhã, enquanto as empresas devem realizar o procedimento pelo site oficial da instituição. Os investidores são orientados a manifestar interesse em receber os valores investidos e a indicar uma conta para o depósito dos recursos.
Limites e Procedimentos
O FGC estabeleceu um limite de R$ 250 mil por CPF para o ressarcimento. As aplicações dos investidores estavam com rendimentos congelados desde a data da liquidação do banco, que foi alvo de uma investigação da Polícia Federal. O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, continua sob investigação.
Maior Ressarcimento da História do FGC
Este ressarcimento representa o maior desembolso já realizado pelo FGC, superando o caso da falência do Bamerindus em 1997, que totalizou R$ 3,7 bilhões. O atual volume de R$ 40,6 bilhões equivale a um terço das reservas atuais do fundo, estimadas em R$ 122 bilhões.
Histórico da Liquidação
A liquidação do Banco Master foi precedida pela compra de 58% de suas ações pelo Banco de Brasília (BRB), aprovada em março de 2025, como parte de um acordo que envolveu um valor estimado de R$ 2 bilhões. A equipe do Banco Master repassou ao liquidante, a empresa EFB Regimes Especiais, a lista de credores e os valores devidos, conforme as normas estabelecidas.
Opinião
O início do ressarcimento pelo FGC traz esperança para milhares de credores, mas também levanta questões sobre a gestão e a supervisão do sistema financeiro.





