Mato Grosso do Sul não tem casos confirmados de hantavírus desde 2019, mas a Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiga um caso suspeito em Campo Grande. O paciente, que inicialmente foi diagnosticado como suspeito de leptospirose, está passando por exames para descartar outras doenças com sintomas semelhantes.
O resultado definitivo deve ser divulgado em até 60 dias. De acordo com a SES, entre 2015 e 2026, foram notificados 107 casos suspeitos de hantavírus, dos quais apenas 7 foram confirmados, concentrando-se principalmente em Campo Grande e Corumbá.
Histórico da doença
A hantavirose é uma zoonose viral aguda, transmitida pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. No Brasil, entre 1993 e 2025, foram registrados 2.412 casos confirmados e 926 óbitos. A maioria dos casos está concentrada nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, especialmente em áreas rurais.
Tratamento
O tratamento para hantavírus é feito com suporte clínico, sem medicamento específico, visando controlar os sintomas e complicações da doença.
Medidas de prevenção
A SES destaca que possui uma estrutura permanente para resposta a doenças de impacto à saúde pública. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Domingues Castilho de Arruda, afirma que o estado segue protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica e monitoramento laboratorial.
Além disso, a Secretaria ressalta que o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose entre as condições prioritárias monitoradas. A prevenção é fundamental e envolve medidas como evitar o acúmulo de lixo e manter alimentos armazenados em recipientes fechados.
Opinião
A situação demanda atenção redobrada da população e das autoridades de saúde, visto que a hantavirose pode ser fatal e sua prevenção é essencial.





