Uma reunião realizada em Ribas do Rio Pardo no dia 28 de outubro gerou grande repercussão após o deputado estadual e pré-candidato à reeleição na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Zeca do PT, chamar o ex-presidente Jair Bolsonaro de “canalha”. O evento, que tinha um acordo prévio para não discutir política, foi marcado por um clima de tensão e troca de acusações.
Durante sua fala, Zeca do PT comparou a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva à de Bolsonaro, afirmando: “Pegue o governo daquele canalha que está preso e compare com o governo do presidente Lula”. A declaração provocou reações imediatas de dois participantes, que o chamaram de “mentiroso”, gerando um tumulto.
Conforme relatos de pessoas presentes, o clima esquentou e houve uma intensa troca de acusações. Um dos participantes destacou que havia um compromisso de não discutir política, o que Zeca teria descumprido ao criticar Bolsonaro. O deputado, por sua vez, pediu que um dos críticos deixasse o local, intensificando a tensão.
Após a reunião, um dos presentes criticou a postura de Zeca, afirmando que ele havia garantido que não trataria de política, mas acabou fazendo o oposto. O episódio foi gravado e as imagens rapidamente se espalharam nas redes sociais, aumentando a repercussão do caso.
Minimizando o episódio
Procurado pela reportagem do Correio do Estado, Zeca do PT minimizou o ocorrido, classificando-o como um “desentendimento pontual”. Ele negou que a reunião tenha sido interrompida devido à discussão, afirmando que tudo seguiu normalmente após o incidente. “Nada, nada. Tudo normal, na verdade. Um cidadão lá, que é bolsonarista, não gostou de uma frase minha, saiu da reunião, só isso”, declarou.
Opinião
O episódio revela a fragilidade do acordo de não discutir política e a polarização que ainda permeia o cenário político brasileiro.





