O Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou uma nova medida que promete facilitar a vida de cerca de 40 milhões de beneficiários ativos do INSS. A partir de 18 de setembro de 2026, o comparecimento às urnas durante as eleições será considerado como uma Prova de Vida automática.
Essa mudança significa que quem votar no dia das eleições não precisará mais realizar deslocamentos para comprovar sua vivacidade, já que o INSS receberá os dados diretamente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), computando automaticamente como prova de vida.
Benefícios da nova medida
O procedimento de Prova de Vida é essencial para garantir a manutenção de benefícios previdenciários e assistenciais. Com a implementação dessa nova diretriz, o INSS visa reduzir filas e custos, além de minimizar os transtornos enfrentados por idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A medida foi estabelecida pela Lei nº 13.846/2019 e pelo Decreto nº 10.972/2022.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada”, afirmou Wolney Queiroz. A presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, também destacou que a medida traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social.
Alternativas para quem não votar
Para os beneficiários que não comparecerem às urnas, o INSS continuará utilizando o sistema SIRIS, que realiza a coleta de dados de diversas fontes governamentais para confirmar a vivacidade do cidadão. O segurado só será convocado a regularizar sua situação se não forem encontradas fontes que comprovem sua vivência.
Em 2024, a base de dados do TSE foi fundamental para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida, com eventos eleitorais registrados para 20.957.288 beneficiários.
Opinião
A nova medida é um avanço significativo para a desburocratização do processo de Prova de Vida, beneficiando milhões de segurados e garantindo a continuidade dos pagamentos de maneira mais eficiente.





