A Vivo anunciou que pretende desligar gradualmente suas redes 2G, 3G e 4G para focar na expansão da tecnologia 5G. A informação foi confirmada por Christian Gebara, presidente da operadora, em uma coletiva de imprensa no dia 28 de outubro.
Segundo Gebara, a desativação do 2G ocorrerá primeiro, uma vez que a demanda por essa tecnologia é baixa. O desligamento permitirá que as frequências ocupadas pelo 2G sejam redirecionadas para redes mais modernas. No entanto, a transição não será imediata, pois depende da migração de equipamentos que ainda utilizam essa tecnologia.
Acordo de RAN Sharing com a TIM
Parte da estratégia de desligamento está atrelada ao acordo de RAN Sharing entre a Vivo e a TIM, que abrange cerca de 2 mil municípios. Esse acordo permite que as operadoras compartilhem suas infraestruturas, possibilitando a retirada de equipamentos redundantes sem comprometer a cobertura dos serviços.
Atualmente, a expansão das redes 3G e 4G já alcança 716 municípios, e outras 265 localidades receberam aprovação para integrar o acordo. O modelo de otimização também está em andamento, envolvendo municípios com menos de 30 mil habitantes, onde as duas operadoras mantinham redes próprias.
Desafios e futuro da Vivo
Gebara destacou que o 3G e o 4G continuarão a ser importantes durante a ampliação da cobertura 5G, com investimentos focados principalmente nesta nova tecnologia. O executivo não divulgou um cronograma específico para o desligamento das redes, nem indicou quando a Vivo passará a operar exclusivamente com 5G.
O plano de modernização da Vivo vai além do desligamento das redes antigas, incluindo a possibilidade de oferecer sinal da Starlink diretamente em celulares para seus clientes em breve.
Opinião
A decisão da Vivo de focar no 5G pode ser vista como um avanço, mas levanta questões sobre a transição e o impacto nos usuários que ainda dependem das redes mais antigas.





