A USA Rare Earth anunciou em 24 de outubro a finalização do arranjo de capitalização para a compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil. O total de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) foi arrecadado para concluir o negócio, que deve ser finalizado ainda esta semana.
Desses recursos, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) foram fornecidos pelo Departamento de Guerra dos EUA. O valor total arrecadado é US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão) superior ao inicialmente planejado. Michael Blitzer, presidente executivo da USA Rare Earth, expressou gratidão pelo apoio estratégico do governo americano, destacando a importância de construir uma cadeia de suprimento de terras raras segura e resiliente.
Importância da Serra Verde
A Serra Verde já investiu mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões) e é considerada um dos projetos de terras raras mais avançados do mundo, sendo a única produtora comercial fora da Ásia. Blitzer afirmou que a mina de Pela Ema, localizada em Goiás, começará a fornecer materiais críticos ao mercado americano.
Contratos e assembleia de acionistas
O governo dos EUA também firmou um contrato de compra futura no valor de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) em produtos de terras raras da Serra Verde ao longo de cinco anos. Uma assembleia especial de acionistas para discutir o negócio está marcada para o dia 28 de outubro.
Debate sobre soberania nacional
A aquisição da Serra Verde pelo capital americano levanta questões sobre a soberania nacional, especialmente considerando a importância geopolítica do setor de terras raras. A discussão sobre a presença de capital estrangeiro nesta indústria está em pauta, com propostas de criação de filtros e travas aos investimentos estrangeiros sendo discutidas no projeto de lei que institui uma política nacional de minerais críticos e terras raras.
Opinião
A compra da Serra Verde pela USA Rare Earth pode trazer benefícios econômicos, mas também levanta preocupações sobre a soberania e o controle dos recursos naturais do Brasil.





