O empresário Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido nacionalmente como o pai do ET Bilu, decidiu levar sua insatisfação aos tribunais, movendo uma série de ações contra jornalistas em Mato Grosso do Sul. Somente em julho de 2026, foram protocoladas 14 ações por supostos crimes contra a honra, envolvendo três jornalistas do Correio do Estado e outros profissionais de comunicação.
As ações surgiram após uma sequência de reportagens publicadas no primeiro semestre de 2026, que abordaram a relação de Urandir com um dos alvos das operações Collusion e Simulatum, realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Essas investigações visavam apurar fraudes em licitações e contratos públicos relacionados à Câmara Municipal de Terenos.
Disputa Judicial e Danos Morais
Uma investidora, Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato, também colocou Urandir em evidência ao afirmar ter aplicado R$ 300 mil em um negócio ligado ao empresário. A investidora alega que não recebeu o retorno do investimento e recorreu à Justiça, demandando R$ 60 mil por danos morais. Em fevereiro de 2026, o juiz Juliano Rodrigues Valentim concedeu tutela de urgência, determinando a remoção de publicações feitas por Urandir que a acusavam.
O empresário, que é proprietário da Associação Civil Dakila e está ligado ao banco digital BDM, ganhou notoriedade por suas afirmações de contato com extraterrestres, mas agora enfrenta uma crescente onda de ações judiciais. Ele nega qualquer envolvimento nas fraudes investigadas e afirma que as reportagens ultrapassaram o direito de informar.
Operações e Acusações
As operações Collusion e Simulatum não tinham Urandir como alvo direto, mas seu nome foi mencionado em reportagens devido a sua ligação com Francisco Elivaldo de Souza, um dos alvos das investigações. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga irregularidades em contratos públicos desde 2021, mas o grupo Dakila nega qualquer envolvimento.
Opinião
A situação envolvendo Urandir Fernandes de Oliveira levanta questões sobre a liberdade de imprensa e os limites da crítica, especialmente em casos que envolvem figuras públicas e suas relações empresariais.





