Eleições

União Progressista decide apoiar Flávio Bolsonaro para evitar reeleição de Lula

União Progressista decide apoiar Flávio Bolsonaro para evitar reeleição de Lula

A União Progressista irá decidir em reuniões na próxima terça-feira, 6 de novembro, se a federação irá apoiar o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste segundo turno. Na quarta-feira, 7 de novembro, a conversa será com o senador para comunicar a decisão do grupo.

A tendência é que os partidos embarquem na candidatura do bolsonarista como forma de evitar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse é o posicionamento adotado por membros da executiva nacional das siglas e por parlamentares, os quais participarão dos encontros dessa semana.

Fatores que Influenciam a Decisão

Outro fator que deixou de ser impeditivo para esse endosso a Flávio é o fim da tentativa do senador Ciro Nogueira (PP-MS) de se reeleger ao Senado, o que terminou em uma derrota. Na mesma linha, outras disputas estaduais ao Executivo e ao Legislativo que eram obstáculos para o grupo apoiar um candidato também tiveram fim neste domingo.

O presidente do PP, no primeiro turno, havia articulado com Lula a neutralidade da federação em troca de um pacto de não agressão contra Ciro no Piauí. A pessoas próximas, contudo, o senador tem demonstrado irritação com uma fala do petista quando ele foi ao Estado e declarou que seus candidatos eram o senador Marcelo Castro (MDB) e o deputado federal Júlio César Ribeiro (PSD) — os quais foram eleitos.

Apoios Incertos

No Republicanos, o apoio a Flávio ainda é incerto. Parlamentares ouvidos acreditam que o endosso ao postulante é provável, embora o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), estivesse trabalhando contra esse apoio. Já o PSD, na figura do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, anunciou que irá manter a neutralidade na disputa nacional. Com isso, a bancada será liberada para que cada um defina quem vai apoiar.

Opinião

A decisão da União Progressista será crucial para o cenário político, especialmente na luta contra a reeleição de Lula, e pode impactar as alianças futuras.