A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, elevou suas projeções para o mercado global de semicondutores. A empresa agora estima que o setor superará US$ 1,5 trilhão até 2030, um aumento significativo em relação à previsão anterior de US$ 1 trilhão.
De acordo com materiais divulgados antes de um simpósio de tecnologia, a TSMC espera que a inteligência artificial e a computação de alto desempenho respondam por 55% desse mercado até o fim da década. Além disso, os smartphones devem representar 20% do total.
Expansão e crescimento da produção
A TSMC anunciou que acelerará a expansão de sua capacidade em 2025 e 2026, com planos de construir nove novas fases de fábricas de wafers e instalações de encapsulamento avançado já em 2026. A companhia projeta um crescimento anual composto de 70% na produção de seus chips mais avançados de 2 nanômetros entre 2026 e 2028.
A demanda por wafers voltados a aceleradores de inteligência artificial deve aumentar 11 vezes entre 2022 e 2026, refletindo a crescente necessidade de tecnologia para suportar inovações em IA.
Expansão global e fábricas
No cenário global, a primeira fábrica da TSMC no Arizona já está em operação. A instalação de equipamentos na segunda unidade deve começar no segundo semestre de 2026, enquanto a construção da terceira fábrica já está em andamento. A empresa também planeja iniciar ainda este ano as obras da quarta fábrica e da sua primeira unidade de encapsulamento avançado no local.
A companhia estima elevar em 1,8 vez sua produção anual no Arizona até 2026, com níveis de eficiência semelhantes aos de Taiwan. No Japão, a primeira fábrica já produz em larga escala chips de 22 e 28 nanômetros, com planos de expansão para incluir chips de 3 nanômetros.
Na Alemanha, a fábrica segue em construção dentro do cronograma previsto, inicialmente produzindo chips de 28 e 22 nanômetros, avançando depois para tecnologias de 16 e 12 nanômetros.
Opinião
A expansão da TSMC reflete não apenas a demanda crescente por semicondutores, mas também a importância estratégica da indústria em um mundo cada vez mais digitalizado.




