O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender a campanha eleitoral do candidato ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol, do partido Novo. A decisão liminar, proferida em 19 de outubro de 2023, determina que todos os atos de campanha fiquem suspensos até que o tribunal tome uma decisão final.
Com a suspensão, as aparições de Deltan no horário eleitoral gratuito, tanto no rádio quanto na televisão, estão interrompidas, assim como o acesso ao fundo eleitoral de campanha. Essa medida surge em meio a um contexto de contestação de sua elegibilidade por outros candidatos que também disputam uma cadeira no Senado.
Contexto da Candidatura
Antes de se lançar na política, Deltan Dallagnol atuou como procurador da República e foi o chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato. Em 2023, seu mandato como deputado federal foi cassado pelo TSE. Para evitar a perda do cargo, ele pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF), o que o enquadra na Lei da Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade por 8 anos para membros do MP que pedem exoneração durante a tramitação de processos disciplinares.
Decisão do TRE e Reações
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná reconheceu a elegibilidade de Deltan por 4 votos a 3, deferindo seu registro de candidatura. Contudo, parlamentares ligados ao PT estadual recorreram ao TSE para barrar a candidatura, resultando na atual suspensão.
Pelas redes sociais, Deltan Dallagnol manifestou sua intenção de recorrer da decisão, afirmando que a suspensão da campanha foi aceita em um “processo sigiloso e sem direito à defesa”.
Opinião
A suspensão da campanha de Deltan Dallagnol levanta questões sobre a transparência e a justiça no processo eleitoral, especialmente em um contexto tão conturbado.





