A pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 48 horas para que a Meta explique supostas falhas na distribuição de conteúdos e no impulsionamento de anúncios nas redes sociais.
Em despacho, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa apresente dados técnicos sobre métricas, contas inautênticas e regras de recomendação de conteúdo.
Acusações contra a Meta
A campanha de Lula acusa a Meta de não esclarecer falhas na distribuição de conteúdo e de “privilegiar conteúdos da direita”. Em comunicado, a campanha relatou ao menos três episódios em que conteúdos impulsionados teriam sido retidos ou não alcançado o público contratado.
O documento, produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, apontou que a página do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
A coligação Brasil Pronto pra Mais sustenta que a plataforma tem restringido de forma seletiva a entrega de postagens da campanha, comprometendo a paridade de armas na disputa.
Demandas do TSE
O grupo também aponta a atuação de 255 perfis no Instagram supostamente geridos por inteligência artificial, que teriam acumulado 58 milhões de visualizações em um mês com publicações contra Lula, o PT e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.
Além disso, o TSE exigiu que a Meta esclareça anomalias na contagem de visualizações de vídeos publicados em 7 de outubro e informe os motivos da desativação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro.
A Meta deverá também informar se identificou a rede de 255 perfis automatizados denunciada pela coligação e detalhar as providências adotadas.
O TSE notificou ainda a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem, no mesmo prazo de 48 horas, as metodologias utilizadas e a relação dos materiais analisados em seus estudos.
Resposta da Meta
Em nota, a assessoria da Meta disse que “as alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. A empresa afirmou que muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas suas plataformas e que cumpre com as normas eleitorais.
Opinião
A situação levanta questões sobre a transparência e a imparcialidade das plataformas digitais nas eleições, um tema cada vez mais relevante no cenário político atual.





