Eleições

TSE de Kassio Nunes Marques decide combater deepfake após uso por Flávio Bolsonaro

TSE de Kassio Nunes Marques decide combater deepfake após uso por Flávio Bolsonaro

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniram em 18 de outubro para discutir o combate à disseminação de deepfakes nas campanhas eleitorais. A reunião foi convocada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, com o objetivo de definir a atuação do tribunal diante dessa questão emergente.

O uso de deepfake ganhou destaque após o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), utilizar uma simulação de um pronunciamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o evento de lançamento de sua candidatura. A tecnologia de deepfake utiliza inteligência artificial para criar ou alterar vídeos, fotos e áudios, imitando o rosto e a voz de pessoas reais de maneira convincente.

Regras de Inteligência Artificial

Em março de 2023, o TSE aprovou regras específicas sobre o uso de inteligência artificial durante as eleições gerais, que ocorrerão em outubro. Essas normas visam regular a atuação de candidatos e partidos, proibindo provedores de IA de sugerirem candidatos aos eleitores, mesmo que solicitados. Essa medida busca evitar a interferência de algoritmos na escolha livre dos eleitores.

Além disso, o TSE implementou restrições para combater a misoginia digital, incluindo a proibição de postagens nas redes sociais que contenham montagens envolvendo candidatas, bem como fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte também reafirmou que provedores de internet poderão ser responsabilizados judicialmente caso não removam perfis falsos e postagens ilegais.

Eleições de 2023

O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Opinião

A discussão sobre deepfakes e sua regulamentação é crucial para garantir a integridade do processo eleitoral e a proteção dos eleitores contra desinformação.