Intel e Apple voltarão a trabalhar juntas, conforme revelou o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A parceria, que seria anunciada em breve, envolve a produção de chips pela Intel em solo americano, uma estratégia discutida desde o ano passado. A antecipação de Trump gerou uma reação imediata no mercado financeiro, com as ações da Intel disparando cerca de 6,5% nas negociações pré-abertura, consolidando uma recuperação significativa, já que seus papéis valorizaram aproximadamente três vezes desde o início do ano.
As ações da Apple também registraram um leve aumento de 0,8%, refletindo a estabilidade da empresa em meio a essa nova aliança. Para a Apple, essa parceria é um movimento estratégico para mitigar riscos logísticos e geopolíticos, uma vez que atualmente depende da taiwanesa TSMC para a fabricação de seus chips. As fábricas da TSMC operam no limite de sua capacidade devido à alta demanda global por semicondutores, especialmente voltados para inteligência artificial.
Impacto na Intel e nos EUA
Para a Intel, garantir a Apple como cliente é uma vitória histórica, especialmente após perder terreno para a TSMC nos últimos anos. O novo contrato assegura um fluxo constante de demanda, essencial para a recuperação da empresa. O anúncio coincide com o início da produção da litografia 18A-P, que promete até 9% mais desempenho que a versão anterior, 18A.
Essa parceria também se alinha à agenda econômica do governo dos EUA, que busca reduzir a dependência comercial da China e proteger as cadeias de suprimentos de tecnologia. O governo norte-americano adquiriu uma participação acionária de 10% na Intel no ano passado e anunciou um investimento de US$ 10 bilhões para expandir a infraestrutura de fábricas de chips no país.
Opinião
A parceria entre Intel e Apple pode ser um divisor de águas para a indústria de tecnologia nos EUA, impulsionando a produção local e a competitividade no mercado global.





