O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira um acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, apesar das críticas de parlamentares democratas e republicanos. Os legisladores alertaram que o entendimento pode violar uma lei americana de 2022 que proíbe a importação de energia russa enquanto Moscou continuar sua agressão contra a Ucrânia.
Trump argumentou que sua decisão visa reduzir os elevados preços dos combustíveis, que ameaçam as chances dos republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato, agendadas para 3 de novembro. Os preços dispararam após o início da guerra contra o Irã, mas o presidente atribui a alta aos ataques ucranianos contra refinarias russas.
“Tomei a decisão certa para o povo americano — SEMPRE, OS ESTADOS UNIDOS EM PRIMEIRO LUGAR!”, publicou Trump em suas redes sociais. Na sexta-feira, ele anunciou que a Rússia concordou em fornecer diesel aos mercados globais e que seu governo suspendeu temporariamente as sanções americanas sobre combustíveis russos, que visavam privar Moscou de receitas para financiar sua guerra na Ucrânia.
Um grupo de senadores, incluindo Jerry Moran, pediu a Trump que “mudasse de rumo” em relação ao acordo. Moran afirmou que a medida pode enfraquecer as sanções, prejudicar a credibilidade dos EUA perante aliados e encorajar adversários.
No fim de semana, Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, trocaram críticas sobre os ataques ucranianos a refinarias russas. Trump sugeriu que a Ucrânia precisaria de um novo presidente, enquanto Zelensky prometeu realizar eleições caso a Rússia concordasse com um cessar-fogo de 60 dias.
No domingo, Trump anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram em interromper os ataques à infraestrutura energética um do outro, embora não esteja claro se o acordo será cumprido. Zelensky, em entrevista à Fox News, afirmou que os ataques ucranianos não são a principal causa da alta dos preços dos combustíveis, apontando que a situação depende do bloqueio no Estreito de Ormuz.
Opinião
As tensões políticas e as críticas ao acordo de diesel com a Rússia revelam o dilema enfrentado por Trump em equilibrar interesses internos e externos, especialmente em um momento tão delicado para a geopolítica global.





