Eleições

The Economist critica Lula e Flávio Bolsonaro por falta de coragem em reformas

The Economist critica Lula e Flávio Bolsonaro por falta de coragem em reformas

A revista inglesa The Economist publicou um editorial nesta quinta-feira (22) criticando tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro, por suas propostas econômicas. O editorial destaca que a economia brasileira necessita de reformas sérias e que ambos os candidatos “não têm coragem para isso”.

As eleições presidenciais no Brasil estão marcadas para o dia 25 de outubro de 2026. No editorial, a revista menciona que, apesar do crescimento do PIB ter superado previsões pessimistas, o descaso fiscal e a retórica hostil ao setor empresarial têm assustado os mercados. O superávit primário herdado da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro se transformou em déficit, e o FMI projeta que a dívida pública deve atingir 97% do PIB em 2026, em comparação a 84%% em 2022.

Propostas de Flávio Bolsonaro

Em relação a Flávio Bolsonaro, a The Economist observa que ele se inspira no presidente argentino Javier Milei, cujas reformas de livre mercado trouxeram certo sucesso, mas também sofrimento. Flávio propõe R$ 900 bilhões em investimentos em infraestrutura ao longo de quatro anos, além de cortes de impostos, mas suas propostas são consideradas vagas e pouco realistas. A revista questiona a capacidade de conseguir metade da economia prometida com tais ajustes.

Desafios fiscais e constitucionais

A revista ressalta que a Constituição brasileira proíbe cortes nos salários nominais do setor público, o que elevou as despesas obrigatórias a 90% do orçamento federal. Além disso, nenhum governo brasileiro tentou um ajuste fiscal rigoroso recentemente. A equipe de Flávio menciona reformas, mas ele mesmo rejeita alterações no sistema previdenciário.

Por fim, a The Economist sugere que, independentemente de quem vença as eleições, o resultado será, inevitavelmente, uma decepção para os mercados.

Opinião

A crítica da The Economist reflete uma preocupação crescente com a capacidade dos candidatos de enfrentar os desafios econômicos do Brasil, especialmente em um momento crucial como as eleições de 2026.