Economia

Tesouro Nacional enfrenta pressão e pode intervir após aumento de juros alarmante

Tesouro Nacional enfrenta pressão e pode intervir após aumento de juros alarmante

O estresse no mercado de juros brasileiro se intensificou, levando as taxas futuras a atingirem os maiores níveis desde abril de 2025. Em uma semana, as taxas de 2028 e 2029 subiram até 70 pontos-base, refletindo uma reprecificação significativa do ciclo de política monetária.

As NTN-Bs chegaram a 8%, mas essa alta não conseguiu animar o mercado. A situação atual voltou a trazer à tona discussões sobre possíveis intervenções do Tesouro Nacional, especialmente após a intervenção recorde em março, quando foram recomprados R$ 49 bilhões em títulos públicos.

Leilões e expectativas

Na última quarta-feira, um leilão de prefixados não foi totalmente colocado no mercado, levantando preocupações sobre a eficácia das próximas vendas programadas para os dias 9 e 11 de outubro. Especialistas sugerem que o Tesouro pode optar por oferecer lotes menores, de apenas 150 mil papéis, para evitar mais volatilidade.

O gestor de renda fixa, que preferiu não se identificar, destacou que o Tesouro deve considerar reduzir as ofertas ou até suspender os leilões, dada a atual pressão no mercado. A avaliação é de que as condições agora são diferentes de março, quando a atuação do Tesouro foi mais enérgica devido a um posicionamento excessivo dos investidores.

Opinião

A atual situação do mercado de juros exige atenção redobrada do Tesouro, que deve agir com cautela para evitar uma deterioração ainda maior das condições financeiras.