A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou à GloboNews que, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a Presidência da República, ele terá que equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos. Essa necessidade surge em meio aos interesses concorrentes dessas duas potências no agronegócio.
Durante a entrevista, Tereza Cristina destacou que as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais. “Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam”, disse a senadora, comentando sobre a futura política de comércio exterior sob a liderança de Flávio Bolsonaro.
A senadora ressaltou que ainda não discutiu com Flávio como ele pretende conduzir a política externa e comercial, mas enfatizou a importância da relação do agronegócio brasileiro com a China, que é a maior compradora de produtos do setor. “O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação”, afirmou.
Além disso, Tereza Cristina destacou a relevância dos investimentos norte-americanos no Brasil, dizendo que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no país e um parceiro crucial para a economia brasileira. Ela expressou a expectativa de que haja uma condução equilibrada das relações comerciais com ambas as nações, mesmo diante de divergências.
A senadora também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ela, não se limita ao Brasil. “O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil”, concluiu Tereza Cristina.
Opinião
A postura de Tereza Cristina reflete a complexidade das relações internacionais e a necessidade de um governo que saiba navegar entre interesses divergentes para o bem do Brasil.





