A Tenda, incorporadora brasileira, divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2023, reportando um lucro líquido consolidado de R$ 179,1 milhões. No entanto, essa cifra representa uma queda de 12,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando preocupações entre os investidores.
Excluindo as operações de swap financeiro, o lucro foi de R$ 161,3 milhões, uma impressionante alta de 109,3% em comparação anual. Apesar disso, a linha de swap gerou ganhos de apenas R$ 17,8 milhões, um valor 86% inferior ao reportado um ano atrás. O resultado financeiro líquido da empresa ficou negativo em R$ 27,3 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 93,5 milhões do segundo trimestre de 2022.
Resultados Operacionais
No período de abril a junho, a receita líquida consolidada da Tenda subiu 30,1%, alcançando um recorde histórico de R$ 1,29 bilhão. Este desempenho foi impulsionado por um aumento de 17,2% nas vendas líquidas, totalizando R$ 1,4 bilhão no trimestre, e um valor geral de venda (VGV) de R$ 1,12 bilhão, com alta de 6,5% em relação ao ano anterior.
O Ebitda ajustado da Tenda foi de R$ 299,8 milhões, apresentando um crescimento de 57,8% ano a ano. A geração de caixa operacional consolidada foi de R$ 52,5 milhões, sendo R$ 68,9 milhões na marca Tenda, apesar de uma queima de R$ 16,4 milhões na sua participação na Alea.
Projeções Reavaliadas
A dívida líquida da Tenda encerrou o trimestre em R$ 303,2 milhões, uma redução em relação aos R$ 324,9 milhões registrados em março. A empresa revisou suas projeções para o ano, elevando a estimativa de lucro líquido anual para um intervalo entre R$ 600 milhões e R$ 660 milhões, sem considerar o resultado das operações de swap.
Opinião
A performance da Tenda no segundo trimestre traz à tona um cenário misto, com crescimento em receitas, mas uma queda preocupante no lucro líquido, exigindo atenção dos investidores.





