O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, anunciou a abertura de um procedimento para monitorar as obras da Usina Termonuclear de Angra 3, paralisadas desde 2015. O ministro destacou que os gastos com a indefinição sobre o futuro da usina representam um verdadeiro “festival de horrores”.
Durante a discussão, o ministro Benjamin Zymler informou que o governo já investiu cerca de R$ 8 bilhões em Angra 3, mas ainda necessita de mais R$ 20 bilhões para finalizar a obra. Ele alertou que a paralisação prolongada significa um aumento da dívida pública e que a capacidade instalada de 1.405 MW da usina poderia garantir a segurança energética do Brasil.
O ministro Augusto Nardes também se manifestou, afirmando que a falta de projetos estratégicos reflete uma má governança, enquanto o ministro Odair Cunha apontou que a situação é um “paradoxo grave”, já que o país enfrenta leilões de reserva de capacidade com custos elevados, enquanto um projeto de geração de energia permanece inativo.
Auditoria do TCU
Em fevereiro de 2026, o TCU realizou uma auditoria para avaliar a situação orçamentária das obras remanescentes da usina. O relator, Jhonatan de Jesus, informou que a auditoria revelou a insuficiência de recursos financeiros para a continuidade do projeto. O TCU também notificou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos sobre a inércia do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que contribuiu para um desperdício de cerca de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos.
Opinião
A situação de Angra 3 é um exemplo claro da necessidade urgente de decisões governamentais que priorizem o desenvolvimento energético do Brasil, evitando desperdícios e ineficiências.





