Santa Catarina

TCE-MS cobra explicações de Adriane Lopes sobre buraqueira em Campo Grande

TCE-MS cobra explicações de Adriane Lopes sobre buraqueira em Campo Grande

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), através do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, notificou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), em 1° de julho, para que explique a grave situação da “buraqueira” que afeta a capital.

O TCE-MS solicita esclarecimentos sobre as providências que estão sendo tomadas, especialmente com o vencimento dos contratos de manutenção da infraestrutura urbana, que expiram nos dias 24 e 31 de julho. Os contratos em questão são essenciais para a manutenção do pavimento asfáltico e a recomposição das vias nas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo.

Condições Críticas nas Vias

O conselheiro Osmar Domingues Jeronymo destacou que a situação das ruas se tornou um risco cotidiano para os motoristas, especialmente em dias de chuva, quando os buracos ficam cobertos pela água, dificultando a visibilidade e aumentando o perigo para motociclistas e pedestres. O TCE-MS enfatizou que o problema se agravou a ponto de motoristas de ônibus serem obrigados a alterar suas rotas.

O prazo para que o Executivo de Campo Grande apresente as respostas exigidas pelo tribunal é imediato, e a situação se torna ainda mais preocupante com a proximidade do vencimento dos contratos. A próxima licitação para os serviços de tapa-buraco, que não será de emergência, pode levar até 40 dias para ser concluída, o que significa que a cidade pode ficar sem esses serviços por um período significativo.

Operação Buraco Sem Fim

Além disso, os serviços de tapa-buraco já estão paralisados em quatro regiões devido à Operação Buraco Sem Fim, realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em 12 de maio, que investigou a Construtora Rial, envolvida em denúncias de irregularidades. A prefeitura confirmou que a própria empresa solicitou a paralisação dos serviços e, posteriormente, decidiu suspender o contrato.

Com a licitação prevista para este mês, a prefeitura espera utilizar também a fábrica de asfalto alugada pelo Consórcio Central-MS para complementar os serviços na capital. Contudo, a homologação de uma licitação para revitalização de ciclovias, com investimento de R$ 4,62 milhões, levanta questionamentos sobre a prioridade dos investimentos em meio à crise de infraestrutura.

Opinião

A situação das vias em Campo Grande é alarmante e exige ações imediatas e efetivas da gestão municipal para garantir a segurança dos cidadãos.